Há uma saudável tendência de criação de novas fontes de energia, não poluentes, como também de investimento em equipamentos em usinas antigas, que utilizam combustíveis fósseis, com o objetivo de reduzir significativamente a emissão de resíduos poluentes. Na Metade Sul do Estado destacam-se, atualmente, o anúncio de execução de projetos de energia eólica e, sobretudo, o controle ambiental nas minas e na Usina de Candiota. Neste caso, está sendo solucionado um problema que sempre criou restrições ao pleno aproveitamento do carvão mineral gaúcho. Trata-se de importante inovação tecnológica objetivando a melhoria e a preservação do meio ambiente.
Tanto a Usina Presidente Médici, da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), quanto a Minas de Candiota, pertencente à Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM) destinam cerca de 30% dos seus investimentos - de aumento da extração do carvão e ampliação da capacidade termelétrica - em instalações de controle ambiental. Um investimento de R$ 300 milhões em tecnologias de geração limpa, objetivando reduzir em até 85% a emissão de cinzas, de dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio.
Há ainda a instalação de um jigue para beneficiamento a seco do carvão, que garante à matéria-prima maior poder calorífico e baixa emissão de gases poluentes e partículas na atmosfera. Somam-se a isso os equipamentos para tratamento dos gases de combustão, que reduzem em cerca de 30% a 40% o teor de enxofre e em 10% o de cinzas.
A Minas de Candiota produz mais de dois milhões de toneladas de carvão por ano e vende cerca de 1,8 milhão para a CGTEE, que gera 446 megawatts de energia, suficiente para abastecer 750 mil habitantes, conforme média feita entre consumo residencial, comercial e industrial. Para atender também a demanda da Fase C, a mineradora amplia sua produção e investe no beneficiamento do carvão para se adequar às exigências ambientais da legislação. A meta da empresa é produzir 4 milhões de toneladas de matéria-prima limpa.
Além da adaptação ecológica, a companhia já investe R$ 350 milhões na recuperação de área degradada. Após a conclusão do processo mineratório, a CRM recompõe o solo com o plantio de eucaliptos e acácias ou árvores nativas e arbustos. Em terras de terceiros, no contrato de arrendamento está estipulado o que o proprietário deseja que seja plantado; o terreno se recupera em três anos, em média.
Com tudo isso, tem início uma nova era na exploração do carvão de Candiota. Além da grande expansão na geração de energia, adota-se processos ecologicamente corretos.
Fonte: www.diariopopular.com.br 13/04/2010



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