Para tentar reduzir a espera pelo atendimento no Pronto-Socorro de Pelotas (PSP), foram destinadas cerca de seis pessoas, entre professores e residentes da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Eles tem trabalhado no local desde segunda-feira. No dia anterior, dois plantonistas faltaram, o que motivou o deslocamento da equipe. Sobre a possibilidade de denunciar alguns médicos que se ausentam de forma contante, o reitor da UCPel, Alencar de Mello Proença, disse que não haverá procedimento formal junto ao Ministério Público.
Segundo o reitor, "haverá apenas um diálogo com o MP sobre os problemas do Pronto Socorro". Ele explicou que a ausência dos médicos será avaliada. "Sabemos que uma coisa é o médico faltoso e outra é o que trabalha sobrecarregado". Ele conta que o deslocamento da equipe e as investigações das ausências somam o pico do que ocorreu no domingo, quando dois plantonistas faltaram. " Eles vão ficar lá até que o sistema seja normalizado". Para amenizar a espera pelo atendimento, que nesta semana passou a ser feito através da clasificação de riscos, foram deslocados três professores do curso de medicina e dos residêntes. Um terceiro, que estuda na UCPel, também estava trabalhando no local.
Em números, o reitor falou que, na segunda-feira, até às 17h30min, foram atendidos 170 pessoas. Desse toral, apenas 23 foram classificados como urgência e emergência. Do restante de 60% a 63%deveriam ser atendidas no sistema de Pronto Atendimento. "Hoje pagamos pelo preço de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que não veio", falou sobre o anúncio da UPA 3, em outubro o ano passado.
A delegada do Sindicato dos Médicos de Pelotas, Gislaine Silveira de vargas, afirma que há poucos médicos no PSP. "Se falta um clínico não temos nenhum", exemplificou. Ela citou o descontentamento os profissionais pela baixa remuneração e sobrecarga de trabalho no confunto dos problemas do PSP. A denúncia de um plantonista que estaria trabalhando em Canguçu será investigada, mas, segundo ela, não deve ser visto como um problema pontual. Gislaine falou sobre a falta de repasse de recursos dos governos estadual e federal à saúde dos municípios e a necessidade de melhorar o sistema.
Fonte: Jornal Diário Popular Pg: 10
Por: Camila Almeida
Reforço para o atendimento no PSP
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