Há décadas médicos e cientistas investigam os efeitos do estresse no corpo humano. Questionam também se é possível existir uma dependência em relação a esse estado, como aquela pessoa que sofre mas parece sentir prazer quando se encontra sobre pressão e tensão, realizando inúmeras tarefas ao mesmo tempo, entregando um trabalho em cima da hora ou em meio ao trânsito caótico.
Embora não existam estatísticas que possam revelar os números do vício em estresse, especialistas dizem que muitas pessoas padecem sim deste mal, enfrentando diferentes graus de perigo para a saúde. “O estresse tem características individuais. O que parece estressante para um indivíduo pode não parecer para outro. No entanto, os efeitos desse estado de tensão no organismo são mediados por via endócrina e pelo sistema nervoso simpático, incluindo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal”, explica a cardiologista Glaucia de Oliveira, diretora da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj).
Em uma situação de estresse, o cérebro libera hormônios como cortisol, noradrenalina e adrenalina. “São as mesmas substâncias produzidas pela atividade física, por exemplo, que levam ao prazer e ao bem-estar”, completa o endocrinologista Ronaldo Arkader, de São Paulo.
O indivíduo recebe alta dose de cortisol, produzido pela parte superior da glândula supra-renal.É essa substância que ativa as respostas do corpo diante de situações emergenciais para ajudar a resposta física aos problemas, aumentando a pressão arterial e o açúcar no sangue e propiciando energia muscular. Até aí, nada nocivo.
O excesso é que faz mal. Provoca cansaço além do normal, palpitação e dor de cabeça, problemas de pele (psoríase, vitiligo), no coração e na tireoide. Mais: aumenta a produção de radicais livres, associados ao aparecimento de doenças crônicas e envelhecimento precoce. “Pode desencadear ainda distúrbios neurológicos e de ordem psicológica, como transtorno de ansiedade generalizada, pânico e até depressão”, alerta Carla Jevoux, neurologista do Rio de Janeiro.
A americana Debbie Mandel, diz que há sinais de alerta que podem indicar que uma pessoa se tornou viciada em estresse.
Ela afirma que, se você responder "sim" a qualquer uma das perguntas abaixo, pode estar em risco de desenvolver a dependência:
2. Você se sente apressado onde quer que esteja, porque sempre tem que realizar outra tarefa em outro lugar?
3. Você se sente desconfortável, preocupado, nervoso quando não tem algo a fazer?
Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/estresse-vicia/n1597175673531.html - 15 de Setembro de 2011.




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