Bronquiolite é uma das principais inimigas das crianças

A pequena Júlia Borges, de apenas três meses, começou a tossir e mostrar sintomas de resfriado na semana passada. Mesmo após ser levada ao posto de saúde do bairro Dunas, onde reside com sua mãe, seu quadro se agravou e domingo ela foi parar no Pronto-Socorro de Pelotas (PSP). A bebê faz parte das estatísticas alarmantes que apontam a bronquiolite como uma das principais inimigas das crianças entre 0 e dois anos. Em junho do ano passado esta doença, junto aos broncoespasmos, foi responsável por 95% dos casos de internamento hospitalar do município, 90% destes entre bebês de 0 a 12 meses. Somente na quarta-feira (27) a Central Reguladora do Sistema de Leitos da Pediatria do município registrou a entrada de nove crianças, sete delas diagnosticadas com esta vilã. 

A demora para detecção do verdadeiro problema de Júlia é um exemplo de situações rotineiras. Segundo o médico, professor de pediatria da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Michel Georges El Halal, como a bronquiolite é uma doença evolutiva, isso pode atrapalhar o diagnóstico. O profissional explica que em apenas dois dias um bebê que apresentava sintomas de um leve resfriado pode ter seu problema agravado e apresentar sintomas mais específicos desta doença respiratória.

Ainda segundo o médico, quanto mais novo o bebê maior o potencial de gravidade da bronquiolite. Por isso, a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) promove uma campanha chamada Prematuro imunizado é prematuro protegido para alertar os médicos, pais e responsáveis por estas crianças sobre as medidas de imunização.

Uma das formas de prevenção é através da vacina Palivijzumab que combate o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da doença. Esta medicação é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul apenas para casos específicos: crianças que nasceram prematuras até 28 semanas de gestação e/ou pesando até 1,250 quilos. Também têm direito à dose bebês menores de dois anos que se enquadrem em alguns critérios de seleção, como serem portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade. O meio de acesso a esta vacina é através do médico pediatra, que deve fazer o encaminhamento à Secretaria de Saúde. Este meio preventivo é dividido em cinco doses distribuídas mensalmente.
 
Dados alarmantes
A bronquiolite pode ser leve ou grave, dependendo de seu estado evolutivo. Por isso é importante procurar um médico logo após detectados os sintomas. Os primeiros sinais são secreção nasal clara, obstrução nasal, espirros e tosse. Com sua evolução também podem ser notadas dificuldade do bebê para respirar, aumento da frequência da respiração, gemidos, batimento das asas nasais e até mesmo esforço para respirar identificado pelos movimentos de contração abaixo das costelas.


Fonte: Diário Popular

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