Dia Mundial do Doador de Sangue serve de apelo à comunidade

Ser solidário é uma atitude decisiva quando se trata de doação. O velho ditado que aconselha a fazer o bem sem olhar a quem define a ação de quem se desloca até o hospital e ajuda a salvar a vida de uma pessoa desconhecida. Na quinta-feira (14) é o Dia Mundial do Doador de Sangue e, como lembra o chefe do Banco de Sangue da Santa Casa de Rio Grande, William Ayres, hoje o receptor é anônimo, mas amanhã o necessitado pode ser um parente seu. 

A média de doações continua na casa dos
 600 para atender a demanda de toda a região

Foto: Infocenter DP - Paulo Rossi
Segundo ele, com uma regularidade de 40 doadores por dia a demanda seria perfeitamente atendida e o estoque ideal. “Não adianta termos quase cem doadores em um dia e passarmos os próximos meses com uma média diária menor do que dez. As bolsas de sangue tem uma validade”, explica William ao ressaltar a importância do voluntariado permanente. 

Em dezembro do ano anterior o Banco de Sangue ganhou nova sede com instalações mais amplas e capacidade para triplicar o atendimento. Porém, a realidade não foi exatamente assim. De acordo com o chefe do setor, a média de doações continua na casa dos 600 para atender a demanda de toda a região. Ayres afirma que se toda a população se conscientizar e cada um fizer doações voluntárias duas vezes ao ano, o cenário será bem diferente. 

Data Mundial
Em Rio Grande não haverá uma atividade específica para a data. “Para nós todos os dias são especiais”, conta Ayres. Ele lembra que no Brasil as maiores campanhas são feitas na comemoração nacional da data, em novembro, período próximo às festas de fim de ano, quando a demanda é maior.

Procedimento
Quando o possível doador chega ao Banco de Sangue, primeiramente é realizado o cadastro após apresentação de um documento de identidade com foto e alguns dados pessoais. Logo após a pessoa é chamada por uma enfermeira responsável pela triagem clínica. Nesta etapa, um questionário de 25 questões é aplicado ao candidato para traçar o perfil. A próxima fase é chamada de pré-teste, verificando a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue do doador. A enfermeira fura a ponta do dedo para saber se a doação não irá prejudicar a pessoa. Depois disso, são verificadas a pressão arterial, pulsação, respiração e temperatura. Aprovado em todos os testes, o doador vai para a Sala de Coleta onde realiza sua doação.

Fonte: Diário Poplar

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