Pronto-Socorro de Pelotas em compasso de espera

Por enquanto, o impasse de negociação entre o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Saúde de Pelotas e o Pronto-Socorro (PSP) continua. Às vésperas da assembleia que será realizada na noite de sexta-feira (4), de onde pode sair o indicativo de greve, ainda não havia nenhum consenso que levasse a eliminar a possibilidade de cessar a proposta do movimento.

Nesta quinta, a direção da entidade e do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) estiveram reunidos com o Ministério Público do Trabalho e com a Secretaria Municipal de Saúde para procurar orientações sobre o caso. Uma nova proposta deverá ser encaminhada aos trabalhadores nesta sexta.Com orçamento fixo de R$ 700 mil por mês para trabalhar pelo menos até 30 de abril, data em que encerra o contrato da gestão tripartite entre prefeitura e universidades Federal e Católica (UFPel e UCPel), o diretor geral do PSP, José Francisco Pereira da Silva, ainda não sabe como ficarão os encaminhamentos.

Algumas das reivindicações do grupo representarão, em sua avaliação, aumento de quase 50% do salário de cada funcionário. “As reivindicações são justas, mas não sabemos de onde tirar o dinheiro”, afirmou. Segundo ele, a questão está sendo discutida com a direção do HUSFP, entidade responsável pela folha de pagamento de pessoal.Com aproximadamente 25 profissionais por turno, em caso de greve o PSP pode chegar a ficar com menos de dez em cada.

O que já é difícil encontrará um cenário ainda mais complicado. Orientações do Ministério Público do Trabalho garantem o funcionamento do mínimo necessário. Em caso de greve, deverá ser autuada uma representação no órgão, cujos desdobramentos ficariam a critério do procurador responsável.O diretor de gestão do HUSFP, Elói Tramontin, esteve reunido durante a tarde com representantes do Sindicato. “Estamos em diálogo aberto para tentar equacionar o problema”, afirmou.

A secretária municipal de Saúde, Arita Bergmann, disse que os encaminhamentos estão sendo feitos em conjunto. Segundo ela, já existem estratégias elaboradas de comum acordo com a direção do HUSFP caso a greve seja deflagrada. No entanto, a titular da pasta disse ser necessário aguardar a decisão da assembleia. “Temos um consenso, e quase todos os pontos de reivindicação estão integralmente atendidos”, adiantou.

Fonte: Diário Popular 03-02-2011 22h57min
Por: Raquel Bierhals

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