Apenas três barcos fazem a vistoria em 23 municípios, mas nenhum no mar.
Polícia não consegue coibir os “arrastões” em cerca de 300 km de costa.
Do G1, com informações da RBS TV
A fiscalização contra a pesca predatória é intensificada no litoral do Rio Grande do Sul nesta época do ano. Mas falta estrutura para prevenir crimes ambientais: apenas três barcos vistoriam 23 municípios, do litoral sul ao litoral norte do estado.
Desde a última terça-feira (10), a pesca do Bagre está proibida nas lagoas de água salgada do estado. Como o peixe e as ovas dele têm alto valor econômico, a Polícia Ambiental aumentou a fiscalização nos últimos dias.
Durante as abordagens a embarcações, os policiais verificam a largura das malhas nas tarrafas e redes. Para usá-las, é preciso possuir licença de pescador profissional. Caso contrário, o equipamento é apreendido.
Desde a última terça-feira (10), a pesca do Bagre está proibida nas lagoas de água salgada do estado. Como o peixe e as ovas dele têm alto valor econômico, a Polícia Ambiental aumentou a fiscalização nos últimos dias.
Durante as abordagens a embarcações, os policiais verificam a largura das malhas nas tarrafas e redes. Para usá-las, é preciso possuir licença de pescador profissional. Caso contrário, o equipamento é apreendido.
Foi o que aconteceu com o pescador Bernardo Gomes dos Santos, que teve de assinar um termo circunstanciado. Abordado por policiais, ele afirmou que desconhecia a proibição sobre a pesca com tarrafas. Dependendo do caso, o infrator pode ser preso por crime contra o Meio Ambiente.
Apenas três barcos fazem a fiscalização de 23 municípios, de Tavares, no litoral sul do estado, até Torres, no litoral norte. Mas nenhum deles tem capacidade para ser usado no mar.
O último barco marítimo da 1ª Companhia do Comando Ambiental da Brigada Militar deixou de funcionar há dois anos. De lá para cá, não houve mais fiscalização em alto mar, em uma área de mais de 300 quilômetros de costa. É justamente em alto mar que está o maior problema em relação à pesca predatória: os chamados “arrastões”, que são proibidos."Eles pegam as redes e engatam uma nas outras e, por baixo, colocam uma corrente de ferro pesado e, quando chega no solo do mar, arrasta tudo. O que tiver pela frente eles puxam”, explica o sargento Rogério Graboski.
Segundo o Departamento de Logística e Patrimônio da Brigada Militar, não há previsão de compra de uma lancha oceânica até o fim de 2012.



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