Unidades Básicas de Saúde estão sem a Tetravalente

 Por: Fernanda Franco

Foto:  Infocenter DP - Carlos Queiroz

A Tetravalente faz parte do calendário obrigatório de vacina das crianças. Ministrada em três doses, aos dois, quatro e seis meses, imuniza os pequenos contra a difteria, o tétano, a coqueluche e a Haemophilus influenzae. Em Pelotas, por mês, cerca de 1,5 mil deveriam tomar a vacina. 

Mas os bebês que comparecerem com seus pais a umas das 54 salas de vacinação existentes na cidade deverão voltar para casa sem a vacina, isso porque um problema na produção de um dos componentes da Tetravalente causou a escassez da vacina em todo o país. De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica do município, Maria Regina Gomes, Pelotas tem recebido um número muito inferior à demanda. 

As últimas 50 doses da vacina disponíveis na cidade foram encaminhadas no dia 15 de março para o Centro de Especialidades, devido à maior facilidade de acesso pela população. Um memorando enviado pelo Ministério da Saúde, repassado na metade do mês de fevereiro, esclarece que o transtorno foi ocasionado por um problema no processo de produção do componente DTP, produzido no Instituto Butantan.

Andréa Delgado, enfermeira coordenadora das imunizações na 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), informou que o Ministério da Saúde deve receber a vacina a partir de maio e assim que a Tetravalente chegar à Coordenadoria será repassada para o município. Delgado avisa também que as doses atrasadas poderão ser tomadas nas próximas campanhas de vacinação, que ocorrerão nos meses de junho e agosto.
 

Fonte: Diario popular
Pelotas, 18 de abril de 2012.

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