O inverno que não carrega o frio também deixa para trás a preocupação com as doenças causadas pela queda nos termômetros. A prevenção cai no esquecimento. Como a vacina da gripe, que recém atingiu 60% da meta em Pelotas.
O raciocínio é da gerente da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SMS), Maria Regina Gomes. Ela disse acreditar que o calor está prejudicando a procura pela imunização contra o vírus Influenza, o vilão que aparece nas oscilações de temperatura. O prazo inicial destinado aos grupos de risco se encerrou na última sexta-feira. Mas ele foi prorrogado por mais uma semana, já que até agora pouco mais da metade das crianças, gestantes e idosos está protegida dos resfriados.
Entre os segmentos mais vulneráveis ao vírus Influenza, causador da gripe, as grávidas são as que mais preocupam. O levantamento realizado ontem pela SMS apontou que somente 48% das futuras mamães receberam a dose preventiva. Além do inverno ameno, um receio de que a vacina possa causar algum problema na gestação também estaria afastando esse grupo dos postos de saúde.
É justamente o contrário. Segundo a ginecologista e obstetra do Centro de Especialidades da prefeitura, Gisele Vieira, são os filhos que podem sofrer uma série de sintomas caso a mãe seja atacada pelo vírus Influenza. Se a gripe for muito forte, ela pode causar alterações no feto, como retardo mental e anomalias oculares e cardíacas, assim como acontece quando uma grávida contrai rubéola. Também de acordo com Gisele, os idosos, que geralmente apresentam uma imunidade mais baixa, podem ter sérias intercorrências a partir de um resfriado, como febre, desidratação e, principalmente, pneumonia.
Já entre as crianças, o perigo é maior porque na faixa etária dos seis meses a dois anos, alvo da campanha da vacinação, o sistema respiratório ainda está se formando. E, nesse período, qualquer secreção pode desencadear uma série de problemas. Entre eles, infecção de ouvido, perturbação do sono, bronquiolite e perda de peso, por exemplo.
Fonte: Diário Popular


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