Reunião marcada para a manhã desta terça-feira (5), no prédio da Reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Campus Porto, dá arrancada ao projeto do Centro de Referência a Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais, com ênfase para o atendimento a autistas, que em Pelotas são cerca de 300. O grupo de trabalho tem representantes da Associação de Mães, Pais e Autistas Relacionados com Enfoque Holístico (Amparho), das secretarias municipais de Educação e Saúde e da UFPel.
De acordo com a presidente da Amparho, Karen Rosane Scheer, desde 2008 a entidade briga por atendimento especializado. Um termo de cooperação técnica será firmado entre a Associação, a UFPel, o Estado e o município, mas, conforme Karen, ainda não está muito claro o papel dos governos. A presidente da Amparho ressalta que o autista precisa de atendimento individualizado e que alguns estão incluídos na rede municipal de ensino, mas a maioria não.
Pré-projeto
A ideia do reitor Cesar Borges, apresentada em reunião realizada nesta segunda, é de construir o bloco para o atendimento a autistas no Núcleo de Neurodesenvolvimento que funcionará nos fundos do prédio da antiga Laneira, no Fragata, com entrada pela avenida João Goulart. Segundo ele, o projeto é de R$ 3 milhões.
Pela Consulta Popular, já existem R$ 300 mil disponibilizados à Amparho, que deverão ser empregados provavelmente na aquisição de equipamentos. A verba pode ser requerida até 31 de dezembro, conforme a coordenadora de Responsabilidade Social na região, Cecília Hypólito.
Portarias
A secretária de Saúde, Arita Bergmann, salientou que a resolução do problema é consenso entre as partes envolvidas e que as portarias 793 e 835, de abril deste ano, abrem a oportunidade para instituição da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência em âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e instituição dos incentivos financeiros de investimento e custeio para o componente atenção especializada da Rede
Fonte: Diário


0 comentários:
Postar um comentário