Cães soltos na rua atacam pedestres em Pelotas

Problema de saúde pública, risco para as pessoas que são mordidas e para os próprios animais, sem as devidas condições de moradia. Na segunda-feira (4) pela manhã, em Pelotas, uma senhora ia para o trabalho quando passou pela rua General Teles, nas proximidades da avenida Saldanha Marinho, e foi surpreendida por um grupo de cães que foi em sua direção. Um deles a mordeu no tornozelo e ela  precisou pedir ajuda para trabalhadores de um estabelecimento. Para a senhora, a dona pode ter quantos cachorros quiser, desde que os mantenha presos e sem perigo de machucar as pessoas. O fato reafirma diversos outros que a vizinhança afirma serem corriqueiros.

Cães comunitários
O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do município, o médico veterinário Franklin de Souza Neto, explica que existem cães comunitários, também chamados de cães de vizinhança. Estes animais são “adotados” pela comunidade, mas ninguém assume a responsabilidade por eles. São alimentados por restos de comida e abrigam-se em qualquer lugar sem receber atenção ou qualquer tipo de atendimento veterinário, como vacinas e medicações. É estatisticamente comprovado que são estes animais os que possuem maior potencial reprodutivo pois são alimentados e conseguem se reproduzir e gerar mais cães pelas ruas. Diferentemente dos cães errantes, que se encontram em condições precárias e mal alimentados.


Responsabilidade

Mesmo na rua, os cachorros têm dona. Esta, por sua vez, não foi encontrada para comentar o assunto. O caso já passou para a Promotoria Especializada e encontra-se em trâmites judiciais. Neto conta que o problema dura há anos e eles realmente agem como uma matilha. A dona tem que ser responsabilizada.


Fonte: Diário


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