Famílias mais pobres são as que mais gastam com saúde infantil

Gastos com medicamentos, médicos, exames e em grande parte dos casos, planos de saúde. Quem opta por ter filhos sente na pele essa realidade quando eles chegam ao mundo. Estudo recente vinculado ao curso de pós-graduação em Organizações e Mercados da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) mostra que as famílias mais pobres são aquelas que comprometem com a saúde infantil a maior parcela de seus rendimentos. Em contrapartida, aquelas que recebem os maiores salários mostram as rendas menos afetadas com esse investimento. O estudo abre um importante debate sobre a estrutura da saúde pública oferecida atualmente pelo município e de que maneira a população mais necessitada está - ou não - sendo atendida com qualidade pelas estratégias de saúde pública.

A pesquisa do mestre em Economia Aplicada Marcelo Torres da Silva intitulada Determinantes dos gastos privados em saúde voltados às crianças - uma análise da Coorte de Nascimentos de Pelotas RS/2004 analisou os dados coletados pelo Centro de Pesquisa em Saúde Doutor Amílcar Gigante da UFPel de 2.436 crianças. As crianças nascidas em 2004 na zona urbana de Pelotas e no bairro Jardim América (Capão do Leão) foram acompanhadas com 12, 24 e 48 meses de idade. As pessoas com a renda familiar de R$ 179,27 (a menor) chegam a comprometer quase 20% dos gastos com saúde. As mais ricas, que ganham quase R$ 5 mil gastam apenas 1,76% de seu orçamento com o mesmo fim.


Fonte: Diário Popular

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