Sentir dor não é normal, mas é uma condição que acomete as pessoas de tempos em tempos. Afinal, a dor funciona como um mecanismo de alerta do nosso organismo, indicando a existência de algum dano, doença ou perigo no nosso corpo. Entretanto, existem situações em que dores e outros sintomas não estão associados à lesão de algum órgão ou tecido. A dor pode se tornar crônica e precisa ser tratada adequadamente. Uma das mais complexas enfermidades envolvendo a dor é a fibromialgia, uma síndrome clínica que se manifesta de forma difusa e generalizada por todo o corpo.
Até o momento do diagnóstico, a fibromialgia é uma condição desconhecida para 70% dos pacientes brasileiros. Segundo a pesquisa Fibromialgia: Além da Dor, realizada a pedido da Pfizer, no Brasil 98% dos pacientes concordam que a fibromialgia é uma doença que não se conhece bem, enquanto que 77% dos clínicos gerais e 84% dos especialistas acreditam que a enfermidade não é muito conhecida, inclusive, entre os próprios médicos. “É relativamente difícil diagnosticar a fibromialgia, devido à ausência de características clínicas e laboratoriais que sejam específicas desta condição e pela possibilidade de se confundir com várias doenças”, explica o reumatologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luís Roimicher.
Além da dor, outras queixas são comuns na fibromialgia, como cansaço, sono não reparador (mesmo após dormir uma noite inteira, o paciente acorda cansado) e distúrbios de atenção e memória. “Os pacientes também podem sofrer de outros sintomas, como cefaleia, dores torácicas e abdominais, dormências nos membros e transtornos do humor. Esses fatores precisam ser bem investigados pelo médico antes do diagnóstico definitivo”, orienta. Por causa dessas características, 68% dos especialistas e 66% dos clínicos gerais brasileiros revelam que há dificuldade de distinguir esses sintomas dos de outras doenças. Algumas enfermidades que possuem semelhanças com a fibromialgia são o hipertireoidismo, a artrite reumatoide, a lúpus e a Síndrome de Sjögren.
Fonte: Diário Popular


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