Remédio ilegal via internet

Estudo encomendado pelo Ministério da Saúde mostrou que sites que promovem vendas de receitas médicas e remédios falsificados e ilegais ganham cada vez mais espaço na internet, registrou o jornal O Globo (22/5). A venda ilegal de inibidores de apetite, esteroides anabolizantes, abortivos e medicamentos de receita azul (para prescrição de psicotrópicos) ocorre em cerca de 1,2 mil sites, contabilizou a pesquisa, intitulada Fiscalização digital: ameaças à saúde coletiva na internet. Símbolos e logomarcas oficiais de serviços do Ministério da Saúde são usados nos medicamentos, e os criminosos enganam os consumidores com anúncios de que os produtos têm o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Responsável pela fiscalização da venda ilegal de medicamentos, a Anvisa informou em nota que, atuando em parceria com as polícias federal e estaduais, já conseguiu suspender sites que comercializavam irregularmente produtos como abortivos e emagrecedores, mas que fiscalizar a internet não é fácil. A dificuldade estaria, por exemplo, nos domínios registrados fora do país (com o final .com) e no fato de a fiscalização ter que ser feita no local físico, para a constatação das irregularidades.
O estudo do Ministério da Saúde alerta que os sites acabam por vender ilusões, exemplificando que um deles chegou a anunciar receitas por R$ 5 a unidade, e outro afirmava ter o segredo para o corpo perfeito. De acordo com os autores do estudo, realizado por empresa especializada em monitoramento da internet, esse tipo de comércio virtual é gerador de parte dos problemas de saúde pública no Brasil.

Fonte: Rev. Radis Comunicação e Saúde

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